Ana Maria Galheigo

Jornalista e pedagoga católica, Cooperadora Paulina para o Evangelho, participa da Pastoral da Comunicação na Paróquia de Santo Afonso, na cidade do Rio de Janeiro 

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Vejam no texto da Irmã Helena Corazza, fsp a participação de Thiago Alberione no Concílio Vaticano II

Alberione e a comunicação no Concílio Vaticano II 

   

"Quando se pensa em Alberione e sua marca comunicacional na Igreja, dando-lhe o predicado de profeta da comunicação, em nosso imaginário está presente a famosa frase muito repetida: Mi protendo in avanti (Lanço-me para frente!). Alberione não só abriu caminhos para sua própria família religiosa, mas abriu estradas, infovias, diríamos hoje, para a presença da Igreja na sociedade. 

 

A influência de Alberione foi igualmente decisiva no Concílio Vaticano II, onde lançou desafios permanentes para a comunicação eclesial, como podemos ver em uma de suas propostas: Os meios audiovisuais estabelecem na comunidade uma nova forma de presença e de participação que é oportuno ter em consideração. 

 

Em 4 de dezembro de 1963 toda Igreja celebrou a aprovação de dois importantes documentos do Vaticano II: o decreto Inter Mirifica sobre os Meios de Comunicação, e a Constituição Dogmática Sacrossantum Concilium sobre a Liturgia. Foram, ao todo, 16 documentos emitidos pelo Vaticano II (1962-1965). Eles representam resultados palpáveis desse grande evento que marcou a Igreja e a história. E para se obter resultados bons e duradouros, tudo dependeu de uma cuidadosa preparação. 

 

É essa a parte que menos se conhece do Concílio, inclusive sobre a participação e influência do fundador da Família Paulina, o bem-aventurado padre Tiago Alberione. Somente ele apresentou 24 propostas ao Concílio (no final do artigo). 

 

Em 18 de junho de 1959, três anos antes da realização do Vaticano II, o cardeal Domenico Tardini, presidente da Pontifícia Comissão Ante-preparatória do Concílio, a pedido do papa João XXIII, enviou carta aos bispos e superiores gerais de congregações religiosas, convidando-os a darem suas sugestões e pareceres para o futuro Concílio. 

 

Como superior geral e fundador de congregações religiosas, Alberione também recebeu o convite e enviou suas propostas participando entre os 2.500 padres conciliares, do evento teve início em 11 de outubro de 1962. Ele esteve presente quase todo o tempo, ouvindo as discussões e fazendo seus apontamentos, enviando mais cinco intervenções por escrito e assinando, mais quatro, junto com outros Padres.

Sensibilidade pastoral 

 

As propostas enviadas por Alberione ao Vaticano II, demonstram o quanto ele estava inserido na realidade do seu tempo, o quanto percebeu os desafios para as pessoas de Igreja e a pastoral, chamando a atenção para a oportunidade pastoral e a necessidade de mudança para acompanhar os tempos. 

 

Entre as propostas, pode-se observar a preocupação de Alberione em relação à missão da Igreja ad gentes, àqueles que ainda não estão incluídos no Cristianismo, por isso, o pedido de incentivar o diálogo também com os não cristãos. Além de sua preocupação em relação a aspectos teológicos da mediação de Maria, Alberione mostra intensa inserção e sensibilidade pastoral e em relação às pessoas: vida religiosa, estudos, formação e vida comunitária para os sacerdotes diocesanos, estágio pastoral aos seminaristas, entre outros. 

 

Mesmo nas propostas em relação à liturgia, observa-se a sensibilidade pastoral, sobretudo em relação à linguagem. Na proposta, n. 18, ele pede que a missa seja rezada em língua vernácula, ou seja, a língua de cada país, de cada cultura. Outro aspecto comunicacional é em relação à homilia na missa, sobretudo, aos domingos. 

 

Em quase 50 anos de trabalho, o profeta da comunicação sabia muito bem o que significou abrir caminhos na Igreja no campo da comunicação, fundando duas congregações com o carisma específico de evangelizar com os meios de comunicação (Paulinos e Paulinas). Depois de um trabalho já organizado em nível congregacional, um dos seus pedidos refere-se à organização deste apostolado na Igreja: Um novo dicastério para os instrumentos de comunicação social , que inclua todos os meios de comunicação. 

 

Foram apresentadas apenas duas propostas neste sentido e, uma delas, de Alberione. Afinal, a comunicação precisava ser reconhecida e alcançar a sua cidadania. E isso aconteceu com o decreto Inter Mírifica que ao número 19 diz: O Sumo Pontífice, no exercício de sua ação pastoral junto aos meios de comunicação social, crie um secretariado especializado da Santa Sé. Em 2 de abril de 1964, Paulo VI transformou esse secretariado Pontifícia Comissão para as Comunicações Sociais. Hoje, chama-se Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais; é ele que publica os documentos sobre a Comunicação. 

 

Novas formas de expressão pela mídia audiovisual 

 

Mas uma proposta de Alberione que é um problema pastoral ainda não resolvido na Igreja atual é a de n. 19: missas transmitidas através do Rádio e da Televisão, agora também pela Internet. 

 

Pelo texto, percebe-se a cautela nas palavras, mas, nem por isso, são menos ousadas: Parece desejável que se conceda, para satisfazer o preceito festivo, a validade da assistência da missa transmitida com os meios audiovisuais, em determinadas e bem definidas circunstâncias ( por ex. para os encarcerados...). Na sua versão original, que se conserva nos arquivos, Alberione exemplificava: As Irmãs de clausura para as quais não há sacerdotes suficientes. E ainda, para aqueles que não podem ir à Igreja, podem acompanhar pelo rádio ou TV. 

 

Há uma razão notificada pelo profeta da comunicação, que continua desafiando a prática pastoral nos dias atuais e faz pensar: Os meios audiovisuais estabelecem na comunidade uma nova forma de presença e de participação que é oportuno ter em consideração. 

 

De fato, a Igreja católica organizou suas comunidades em base a uma forma de comunicação presencial. Hoje há que se considerar as novas formas de comunicação que se estabelece entre as pessoas, as comunidades virtuais. Pelo contato com ouvintes e telespectadores percebe-se que eles e elas rezam acompanhando programas de rádio e televisão com a mesma ou maior intensidade do que, às vezes, estando numa igreja. 

 

Nas pesquisas da comunicação observa-se que a validade da assistência da missa transmitida com os meios audiovisuais, sobretudo em circunstâncias em que a pessoa não pode participar da comunidade, é uma questão aberta. E isso demonstra que ainda não se incorporou, na Igreja, a tão decantada cultura da comunicação. A palavra de Alberione é certamente essa: Lancem-se para frente! Busquem novos caminhos e novos sentidos para que a comunicação se coloque a serviço da vida, para que o Evangelho esteja presente no coração de cada cultura. "

 

Propostas de Alberione ao Concílio Vaticano II 

 

1. Mediação universal de Maria 

2. Estudos teológicos e prática pastoral 

3. Adaptação do Catecismo aos nossos tempos 

4. Facilitar o relacionamento com os não católicos 

5. Caminho apostólico-pastoral para a evangelização dos infiéis 

6. Evitar o excessivo nacionalismo entre os fiéis 

7. Breviário como caminho espiritual dos sacerdotes 

8. Homilia obrigatória na missa de preceito e na língua do povo 

9. Bíblia com notas catequéticas 

10. Maior poder aos bispos e aos superiores gerais para diminuir a burocracia 

11. Jurisdição eclesiástica aos Superiores gerais 

12. Favorecer a atividade internacional no apostolado dos leigos 

13. Inserir no Direito Canônico o que se estabelece para os Institutos seculares 

14. Um novo dicastério para os instrumentos de comunicação social 

15. Problemas na formação clerical e religiosa 

16. Métodos na formação clerical e religiosa 

17. Reformular a Liturgia da Missa, sobretudo dominical 

18. Uso da língua vernácula nas ações litúrgicas 

19. Validade para a participação em missas transmitidas por rádio e televisão 

20. Missa do Divino Mestre para a Igreja 

21. Cooperação entre o clero diocesano e religioso 

22. Vida comum do clero diocesano, sobretudo para os neo-professos 

23. Incentivar os sacerdotes a participarem de institutos seculares 

24. Um código litúrgico oficial

 

* Helena Corazza pertence à congregação das Irmãs Paulinas. Jornalista, Mestra em Ciências da Comunicação pela USP, diretora do Sepac (Serviço à Pastoral da Comunicação). Membro do Conselho deliberativo da RCR e da Equipe de Reflexão do Setor de Comunicação Social da CNBB, autora de diversos artigos e livros, entre eles Comunicação e Relações de gênero em práticas radiofônicas. 

 Caros párocos e demais responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil

“Jesus foi ao encontro delas, e disse: ‘Alegrai-vos’”

(Mt 28,9)

Que época bonita esta da Quaresma-Semana Santa-Páscoa! Quanta “santa” agitação! Quanta animação e profundidade! Mais do que a experiência significativa de traçarmos um caminho rumo a Jesus nos alegramos ao perceber que a iniciativa primeira do encontro parte dele mesmo, como vitorioso, para nos anunciar o Evangelho da Alegria!

Inúmeras Comunidades sabem aproveitar deste importante momento como ocasião muito favorável para envolver nossos adolescentes e jovens nas diversas atividades. Parabéns se a sua Comunidade é uma destas! Você não imagina o impacto positivo que isto gera na vida deles!

Este momento intenso de espiritualidade cristã tem uma força incrível de atração e envolvimento dos jovens: liturgias, encenações da Via-Sacra, retiros, arrumação de ambientes, gestos concretos de solidariedade, iniciativas ligadas à Campanha da Fraternidade, celebração da Jornada Diocesana da Juventude no Domingo de Ramos, etc.

Saber cativar e envolver nossos jovens na dinâmica da vida pastoral, desde as pequenas coisas, é sinal de sabedoria de quem tem a responsabilidade de conduzir o povo de Deus. Nossa Igreja é rica de ocasiões propícias que, uma vez adaptadas à cultura juvenil, proporcionam tanto o crescimento da paixão do jovem por Jesus Cristo e pela Igreja, quanto o rejuvenescimento da Comunidade que é chamada à constante conversão.

Neste sentido, a Pastoral Juvenil exercida de diversos modos pelo país, defende a ação evangelizadora que se sustenta numa pedagogia organizada. Para nós não basta promover atividades “para” os jovens ou “com” os jovens! Em nosso contexto cultural que cada vez mais exige capacitação e seriedade nas várias áreas, a Igreja se sente desafiada a trabalhar junto aos jovens a partir de um consistente “processo pedagógico”: planejamento, ações concatenadas, etapas, objetivos, prioridades, estratégias, etc.

O Encontro de Revitalização da Pastoral Juvenil no Brasil, ocorrido em dezembro passado, ao aprofundar a 3ª. Linha de Ação – PEDAGOGIA DA FORMAÇÃO – definiu assim as duas PISTAS DE AÇÃO para todas as expressões juvenis e Regionais da CNBB nestes próximos anos:

1º. Tornar nossas atividades cativantes e criativas, utilizando-se da pedagogia de Jesus, para proporcionar o encontro pessoal com Ele.

2º. Elaborar um processo pedagógico com as juventudes, inspirados nos documentos da Igreja, contemplando espaços de vivência e partilha, respeitando a complexidade do mundo juvenil e sua linguagem.

Se o primeiro ponto acima nos provoca a repensarmos nossas ações para que elas sejam mais atraentes e envolventes, o segundo ponto nos recorda que estas ações devem obedecer a um processo pedagógico. Dizem ainda estas Pistas de Ação que a criatividade deve se espelhar na pedagogia de Jesus, respeitar o contexto juvenil e ter uma linguagem jovem. Será que nosso serviço às juventudes tem considerado estes elementos? No que podemos e devemos melhorar? Pergunte aos jovens e eles mesmos poderão ajudá-los nesta resposta!

 

Com relação ao princípio da PEDAGOGIA DE FORMAÇÃO nossos documentos e prática nos solicitam:

1. Conhecer (estudar) a fundo as prioridades, ações e posturas pedagógicas de Jesus Cristo (cf. Zaqueu – Lc 19,1-10 ; Discípulos de Emaús – Lc 24,13-35, Nicodemos – Jo 3,1-21, Mulher Samaritana – Jo 4,1-42);

 

2. Verificar se nossos projetos aos jovens realmente estão conduzindo-os para o encontro significativo com Jesus Cristo, ou são simplesmente “passatempo e entretenimento religioso”, alimentando, inclusive, espiritualismos, ideologias, fugas, revoltas, descompromissos, etc.

 

3. Organizar um Plano de Evangelização, prático e simples, a partir do protagonismo das diversas expressões juvenis e com clareza de objetivos, análise da realidade, ações significativas, envolventes e concatenadas;

 

4. Ter clareza do que se quer em cada fase da vida formativa dos jovens em nossos ambientes: catequese, grupos, eventos, etc.

 

5. Articular uma proposta evangelizadora própria para a realidade e a idade do adolescente, diferenciando-o dos jovens;

 

6. Desafiar a criação de, no mínimo, 1 Grupo de Jovens em cada Comunidade e acompanhar o processo de sua implementação;

 

7. Promover eventos de massa, principalmente a Jornada Diocesana da Juventude (Domingo de Ramos) e o Dia Nacional da Juventude (último Domingo de outubro), aproveitando destas ocasiões para desenvolver o protagonismo juvenil na sua preparação, execução e continuidade;

 

8. Conhecer a singularidade da cultura juvenil com suas linguagens, necessidades e desejos, a partir de palestras, debates, cursos, pesquisa de campo, visitas missionárias. Quem é o jovem que está conosco? Quem é o jovem ao qual queremos atingir com nossa proposta pedagógica evangelizadora?

9. Ousar mais em iniciativas que valorizem as expressões culturais juvenis: teatro, esporte, arte, dança, coreografia, grafite, paróquias, bandas, favorecendo, assim, outros espaços e momentos específicos além das missas.

10. Promover iniciativas de voluntariado juvenil, como importante instrumento pedagógico para o desenvolvimento da corresponsabilidade social e da caridade cristã.

“Essa juventude possui um grande potencial. Para abrir a porta deste potencial e deixar desabrochar o idealismo e o espírito de doação natural do jovem, há necessidade de uma chave pedagógica. Trata-se do conjunto de métodos usados que envolvem a maneira de ser, de viver e de comunicar-se dos agentes de evangelização” (Documento 85 da CNBB, n. 144).

O Ressuscitado, que nos abriu as difíceis portas do paraíso, abra ainda mais nossas Comunidades para acolher os jovens em vista de ajudá-los na abertura de seu coração para a vontade de Deus e o projeto do Evangelho.

O abraço carinhoso e a pedagogia maternal de Maria nos protejam e nos auxiliem a traçar para os jovens um caminho de formação integral em vista da felicidade sem fim.

Feliz Páscoa!

Dom Eduardo Pinheiro da Silva, sdb

Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB

 A falta de essencialização tem superficializado a vida a dois. E a superficialização enfraquece o substantivo, que passa a precisar cada dia de mais adjetivação para dizer a que veio. Palavra que precisa de muitos adjetivos para ser compreendida pode ser densa, mas nem sempre chega ao destino… É seta sem direção. A palavra “Deus”, por exemplo, é densa, não precisa de adjetivos; acabam redundantes. Mas há que se saber de que deus estamos falando. O deus demiurgo e pragmático que imaginamos ou o Deus com d maiúsculo, o único, que os povos buscam há séculos?

 

Na mesma esteira, a palavra “pessoa” anda perdendo sua força numa sociedade que mais achata e massifica do que desenvolve personalidades. A verdade é que a palavra “família” tem se tornado um substantivo cada dia mais carente de substância e de substrato. Não admira que ande adjetivada a esmo com acréscimos que nada lhe acrescentam.

 

Encurralada pelo governo que cobra quase 40% de impostos, pelos bancos que inventam taxas absurdas, pelos bandidos que seqüestram invadem, assaltam roubam e matam e, a família se vê obrigada a levantar muros altos, implantar cacos de vidro, cercas elétricas, alarmes e arame farpado, portões eletrônicos e guardas em guaritas…

 

Perplexa com a invasão da Internet e da mídia em geral que nada mais respeitam; de igrejas novas em busca de adeptos e conversões, com medo da violência internacional e nacional, inseguras quanto aos seus doentes e velhinhos num sistema sucateado de saúde; insatisfeita com a escola mal assistida e professores mal pagos; amedrontada com o crescente poder dos traficantes e o avanço das drogas que leva seus filhos ainda adolescentes para o crime…

 

Assustada com os costumes ousados da juventude e da adolescência e com o aumento do número de mães adolescentes… Inquieta com o aumento assustador de divórcios no país e com o aumento da taxa de abortos e crimes contra a pessoa e contra o patrimônio…assustada com a perda de privacidade e a ousadia e nas canções, nas bancas e com o nu e o erótico nas ruas e na televisão, a família pede socorro.

 

Quem poderá socorrê-la senão ela mesma, os educadores e os grupos de família que se unem para enchê-la de conceitos e motivações? Quem poderá ajudá-la a situar-se enfrentar uma sociedade que não a respeita e que vê seus membros como clientes, consumidores e número?

 

No caso dos católicos e evangélicos, suas igrejas têm uma catequese familiar que oferece respostas. Mas, para isso, os crentes destas igrejas precisam conhecer a realidade das famílias com quem vivem e convivem. E, para conhecê-la, além de orar, precisam ver, ler e estudar. A família, hoje, depende da catequese para saber o que fazer num mundo que lhe tira a autoridade, a unidade e a liberdade.

 

Saiba e lute por estes valores. Torne-se um defensor de pais e filhos! Repercuta.

 

Pe. Zezinho, SCJ

Cantor e escritor

Uma coletiva de imprensa, nesta segunda-feira, 17, no Vaticano, apresentou uma nova iniciativa das confissões religiosas para erradicar a escravidão moderna e o tráfico de seres humanos. O acordo sem precedentes inaugura o Global Freedom Network, que tem como parceira principal a Walk Free Foundation.
 
O memorando de entendimento e a declaração comum, que institui o acordo, contém quatro assinaturas: o representante do Papa Francisco, chanceler das Pontifícias Academias das Ciências e Ciências Sociais, Dom  Marcelo Sánchez; o representante do Grande Imã de Al-Azhar, Egito, Dr. Mahmoud Azab; o representante do arcebispado anglicano de Canterbury, Reverendo Sir David John Moxon e por parte da Walk Free Foundation, Andrew Forrest.
 
A declaração comum evidencia a violenta capacidade destrutiva da escravidão moderna e do tráfico de seres humanos e convida outras igrejas cristãs e confissões religiosas do mundo a intervir.
 
“A escravidão moderna e o tráfico de seres humanos são um crime contra a humanidade. A exploração física, econômica e sexual de homens, mulheres e crianças condena 30 milhões de pessoas à humilhação e à degradação. A cada dia, que continuamos a tolerar esta situação, violamos a nossa humanidade comum e ofendemos a consciência de todos os povos”, lê-se na declaração comum assinada.
 
O acordo reitera que deve ser cessada toda forma de indiferença em relação às vítimas de exploração. Dessa forma, convida todos os fiéis e seus líderes, todos os governos e pessoas de boa vontade a apoiarem a iniciativa do acordo que visa combater essas problemáticas.
 
Na declaração, há ainda o agradecimento a todos aqueles que já estão empenhados nessa batalha. Apesar dos esforços de tantas pessoas em tantos países, recorda-se que esta é uma problemática que continua a crescer, de forma que o acordo pretende ser um encorajamento a mais em favor da liberdade dos oprimidos.
 
Mecanismos
 
O acordo vai fazer uso dos instrumentos da fé: a oração, o jejum e a caridade. Haverá um dia de oração pelas vítimas e pela sua liberdade. Informa-se que todos os fiéis e pessoas de boa vontade serão convidados a meditar e a agir sobre essa questão.
 
Nesse primeiro ano, todas as confissões religiosas, bem como líderes políticos e grandes empresas, serão convidados a promover uma fiscalização, a fim de garantir que suas cadeias de suprimentos e investimentos excluam formas de escravidão moderna e, se for o caso, adotem medidas corretivas.
 
Também estão inclusos projetos de mobilização por parte da juventude para erradicar essa problemática, além da conscientização, por parte das famílias, escolas, universidades e instituições, sobre o que é a escravidão moderna e o tráfico humano bem como as formas de denunciá-los.
 
O G20 também será convidado a condenar a escravidão moderna e o tráfico de seres humanos e a adotar uma iniciativa contra essas problemáticas, além de apoiar o já mencionado Fundo Global.
 
“Este acordo marca um início e uma promessa – as vítimas da escravidão moderna e do tráfico de seres humanos não serão esquecidos ou ignorados: todos conhecerão a sua história. Caminharemos com eles rumo à liberdade”, finaliza a declaração conjunta.
 
O Global Freedom Network é uma instituição aberta e outros líderes religiosos serão convidados a aderir a esta iniciativa e apoiá-la.
 
Com informações do Boletim da Santa Sé / CN
Foto: Divulgação
 
Retirado do site do CONIC