Ana Maria Galheigo

Jornalista e pedagoga católica, Cooperadora Paulina para o Evangelho, participa da Pastoral da Comunicação na Paróquia de Santo Afonso, na cidade do Rio de Janeiro 

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A mensagem do Papa Francisco para o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais, a ser comemorado este ano no dia 8 de maio na festa a Ascensão do Senhor, tem como tema “Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo”.

Segundo o padre jesuíta Antonio Spadaro, diretor da revista La Civiltá Cattolica, o pontificado de Francisco tem uma palavra que o define: encontro. De fato, nos três últimos documentos do Dia das Comunicações Sociais, o santo padre retoma a essência da comunicação: o encontro fecundo entre as pessoas, o diálogo entre sujeitos, que gera compaixão, ternura e perdão.

 

O amor é comunicação! Leva as pessoas a se abrirem uma as outras. Ir ao encontro. Gera delicadezas, cuidados nas escolhas de palavra. Constrói pontes e inclui pessoas. Visa a comunhão.

 

O encontro da comunicação com a misericórdia cura! Restaura relações dilaceradas. Produz a paz, seja em uma família ou no âmbito da sociedade.

 

O Papa Francisco faz um apelo “àqueles que têm responsabilidades institucionais, políticas e de formação de opinião pública”, o especial cuidado no trato com os diferentes.

 

Incita a não esmorecer e a não dar por perdida a busca pela concórdia. “Felizes os misericordiosos porque alcançarão misericórdia! Felizes os pacificadores porque serão chamados filhos de Deus! ” Mt 5,7-9. A dureza, como muitas vezes tratamos ou julgamos os outros, não produz bons resultados, mas a reação e a autodefesa.

 

“Escutar nunca é fácil ” - escreve o Papa, escutar com atenção, com respeito e com vontade de entender. Não precisa ser presencialmente, pode ser intermediado por uma mídia, desde que seja com abertura para acolher.

 

Por trás da tecnologia, tem que estar o coração do homem. “O ambiente digital é uma praça, um lugar de encontro, onde é possível acariciar ou ferir, realizar uma discussão proveitosa ou um linchamento moral”. Quantas pessoas chegaram mesmo a morrer por uma comunicação irresponsável, sem misericórdia?

 

O santo padre define que o poder da comunicação, seus diversos ambientes e instrumentos como um dom de Deus que ele chama de “proximidade que cuida, conforta, cura acompanha e faz festa”.

 

 

O mundo de hoje está fragmentado, dividido, polarizado. A comunicação com misericórdia pode gerar a proximidade, a solidariedade e a união entre os filhos de Deus e os povos do mundo.