Ana Maria Galheigo

Jornalista e pedagoga católica, Cooperadora Paulina para o Evangelho, participa da Pastoral da Comunicação na Paróquia de Santo Afonso, na cidade do Rio de Janeiro 

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Você já leu o documento de São João Paulo II: “Vocação e missão dos Leigos na Igreja e no Mundo”? É uma leitura fundamental.  Nós, que não somos consagrados, pelo Batismo, somos incorporados em Deus, e recebemos uma missão na Igreja e no mundo. Somos os trabalhadores da vinha do reino. Pio XII nos diz que não devemos apenas pertencer à Igreja, mas ser Igreja.
 
Participamos do “múnus sacerdotal, profético e real de Cristo” (§ 14). Múnus sacerdotal por que participamos do sacrifício da Cruz que se repete continuamente na Eucaristia; múnus profético – quando damos testemunho vida e proclamamos a Palavra; múnus real – estamos a serviço do Reino, pois, segundo São Pedro, somos “a raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo que Deus adquiriu.” (1 Pd 2,9).
 
Há uma variedade de vocações. Disse o apóstolo Pedro: “cada um viva segundo o carisma que recebeu, colocando-o a serviço dos outros, como bons administradores da multiforme graça de Deus” (I Pd 4,10).  A vida em família, a vida profissional e a contribuição na paróquia formam a base comum do trabalho do leigo; entretanto, a participação do leigo deve extrapolar o cotidiano.
 
O documento chama a atenção para não cairmos em duas tentações: exclusivo interesse pelas atividades religiosas e eclesiais, deixando de lado as nossas responsabilidades específicas do mundo (família e trabalho) ou separar a fé e a vida cotidiana: dois extremos a serem evitados.
 
O leigo tem o papel de viver o Evangelho servindo à pessoa e à sociedade; promover a dignidade inviolável da pessoa, defender a vida da concepção à morte natural; enfrentar os desafios da bioética; defender a família – como primeiro espaço para empenho social; promover a caridade, que não pode ser dissociada da justiça social.
 
Nesse sentido, o documento é categórico: “os fiéis leigos não podem absolutamente abdicar da participação na política, ou seja, da múltipla e variada ação econômica, social, legislativa, administrativa e cultural destinada a promover orgânica e institucionalmente o bem comum”.
 
Define, também que: o homem deve ser livre, sujeito, e centro da vida econômica e social. “Uma política em favor da pessoa e da sociedade tem seu critério de base na busca do bem comum, como bem de todos os homens e do homem todo, bem oferecido e garantido para ser livre e responsavelmente aceito pelas pessoas, tanto individualmente como em grupo.”
 
A Igreja pede a presença dos leigos na criação e na transmissão da cultura, nos lugares específicos e privilegiados como nas escolas e nas universidades para criar conhecimento e ciência. 
 
Na mídia, também, o leigo tem um papel essencial, participando dos meios de comunicação social e produzindo informações. Urge uma ação educativa visando desenvolver o senso crítico, a defesa da Verdade, da Liberdade, a luta pelo bem comum pelas diferentes mídias: cinema, televisão, internet, rádio, jornais. 
 
Que Jesus Mestre, que é Caminho, Verdade e Vida, nos guie para que possamos cumprir bem o nosso papel como leigos e leigas.