Ana Maria Galheigo

Jornalista e pedagoga católica, Cooperadora Paulina para o Evangelho, participa da Pastoral da Comunicação na Paróquia de Santo Afonso, na cidade do Rio de Janeiro 

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 A falta de essencialização tem superficializado a vida a dois. E a superficialização enfraquece o substantivo, que passa a precisar cada dia de mais adjetivação para dizer a que veio. Palavra que precisa de muitos adjetivos para ser compreendida pode ser densa, mas nem sempre chega ao destino… É seta sem direção. A palavra “Deus”, por exemplo, é densa, não precisa de adjetivos; acabam redundantes. Mas há que se saber de que deus estamos falando. O deus demiurgo e pragmático que imaginamos ou o Deus com d maiúsculo, o único, que os povos buscam há séculos?

 

Na mesma esteira, a palavra “pessoa” anda perdendo sua força numa sociedade que mais achata e massifica do que desenvolve personalidades. A verdade é que a palavra “família” tem se tornado um substantivo cada dia mais carente de substância e de substrato. Não admira que ande adjetivada a esmo com acréscimos que nada lhe acrescentam.

 

Encurralada pelo governo que cobra quase 40% de impostos, pelos bancos que inventam taxas absurdas, pelos bandidos que seqüestram invadem, assaltam roubam e matam e, a família se vê obrigada a levantar muros altos, implantar cacos de vidro, cercas elétricas, alarmes e arame farpado, portões eletrônicos e guardas em guaritas…

 

Perplexa com a invasão da Internet e da mídia em geral que nada mais respeitam; de igrejas novas em busca de adeptos e conversões, com medo da violência internacional e nacional, inseguras quanto aos seus doentes e velhinhos num sistema sucateado de saúde; insatisfeita com a escola mal assistida e professores mal pagos; amedrontada com o crescente poder dos traficantes e o avanço das drogas que leva seus filhos ainda adolescentes para o crime…

 

Assustada com os costumes ousados da juventude e da adolescência e com o aumento do número de mães adolescentes… Inquieta com o aumento assustador de divórcios no país e com o aumento da taxa de abortos e crimes contra a pessoa e contra o patrimônio…assustada com a perda de privacidade e a ousadia e nas canções, nas bancas e com o nu e o erótico nas ruas e na televisão, a família pede socorro.

 

Quem poderá socorrê-la senão ela mesma, os educadores e os grupos de família que se unem para enchê-la de conceitos e motivações? Quem poderá ajudá-la a situar-se enfrentar uma sociedade que não a respeita e que vê seus membros como clientes, consumidores e número?

 

No caso dos católicos e evangélicos, suas igrejas têm uma catequese familiar que oferece respostas. Mas, para isso, os crentes destas igrejas precisam conhecer a realidade das famílias com quem vivem e convivem. E, para conhecê-la, além de orar, precisam ver, ler e estudar. A família, hoje, depende da catequese para saber o que fazer num mundo que lhe tira a autoridade, a unidade e a liberdade.

 

Saiba e lute por estes valores. Torne-se um defensor de pais e filhos! Repercuta.

 

Pe. Zezinho, SCJ

Cantor e escritor